
Na madrugada de 7 de janeiro, o Hospital Municipal realizou a primeira captação de órgãos do ano, um marco significativo para a instituição e para o Estado. A doadora, R. Y., de 59 anos, que faleceu em decorrência de um acidente vascular cerebral, teve seus órgãos captados pela dedicada equipe da UOPECAN, composta pelo médico cirurgião Matheus Takahash e o enfermeiro instrumentador Antoninho Pereira, das Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) de Cascavel. Os órgãos captados foram enviados para beneficiar pacientes em Brasília, Curitiba e Minas Gerais, mostrando o impacto positivo e o alcance nacional deste ato de generosidade. Marta Pereira, enfermeira responsável pela CIHDOTT no HMPGL e gerente das UTIs 1 e 3, expressou sua gratidão: “É com profundo respeito e admiração que testemunhamos o gesto altruísta desta família. Transformar a dor em esperança é um ato de amor que impacta inúmeras vidas.” Iélita Santos, Diretora Assistencial do hospital, também destacou a importância desse gesto: "A captação de órgãos é um ato de altruísmo que salva vidas e transforma realidades. Somos gratos a todas as famílias que, em momentos de dor, conseguem olhar para o outro e fazer a diferença." O Paraná continua a se destacar como referência em captação e transplante de órgãos, com 1.715 transplantes realizados até novembro de 2025. O Estado contabilizou 425 doações efetivas de órgãos, que permitiram a realização dos procedimentos e até mesmo o envio de órgãos para que a cirurgia fosse realizada em outros estados. Com uma doação, pode ser captado até 8 órgãos e tecidos, como pele, ossos e córneas, garantindo assim a chance de vida para inúmeras pessoas. O SET/PR está estruturado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em quatro unidades regionais: as Organizações de Procura de Órgãos – OPOs localizadas em Londrina, Maringá, Cascavel e Curitiba que trabalham na busca de órgãos em 70 hospitais notificantes. A captação dos órgãos só ocorre depois da autorização da família, em um processo que envolve acolhimento e entrevistas feitas por pessoal altamente capacitado para essa ação. Mesmo que o doador demonstre seu desejo em vida, é a família que dará a autorização para a doação. No Paraná, a abordagem profissional e humanizada tem se mostrado mais eficaz quando comparada a outros estados, o que garantiu ao estado a menor taxa de recusa familiar do País em 2024: apenas 28%, comparada à média nacional de 46%. Os dados de 2025 mantêm o Paraná com a menor taxa de recusa, ao lado de Santa Catarina, com 30%. A média nacional é de 45%. Este marco não apenas ressalta a generosidade imensurável das famílias envolvidas, mas também destaca o papel crucial das equipes médicas no processo de captação de órgãos. O Paraná, com sua abordagem humanizada e eficiente, continua a liderar em doações, oferecendo esperança e uma nova chance de vida para muitos. A dedicação coletiva garante que cada doação se transforme em inúmeras oportunidades de recomeço, fortalecendo a solidariedade e o compromisso com a vida.